Dia 10 de agosto de 2013 - as 8:00 - sairemos para mais um Pedal com as Batons!!! Sairemos da feira do Guará - Bar do Carioca e iremos girando até Catetinho!!!!! O Social será na Banca da Madrinha, os meninos são mais que vem vindos para esse Momento Feliz com as Batons!!!!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Brasília Batom Biker Completa O primeiro Ano de Vida!!!!!
Brasília Batom Bikers
Assim somos conhecidas na Capital Federal !!!! Faremos uma programação Divertida em Outubro, quando completaremos Um Ano de Atividade!!!
Não Percam!!! Vocês são nossos convidados!!!
Assim somos conhecidas na Capital Federal !!!! Faremos uma programação Divertida em Outubro, quando completaremos Um Ano de Atividade!!!
Não Percam!!! Vocês são nossos convidados!!!
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Brasília Batom Bikers e Pedala Gama juntos por 76 km
Sábado, 29 de junho de 2013. Lá estávamos partindo para mais uma super aventura de bike pelo cerra do DF e em torno... O sol já denunciava uma sábado de muita alegrias e curtições enquanto a turma ia chegando no posto de gasolina Catedral, ponto de encontro, todos iam recebendo sua identificação com número com as meninas do Brasília Batom Bikers e já preparando –se para partir... Seguimos pela BR 060 sentido Gama – GO, cada um com suas expectativas íamos vencendo os primeiros km dos 76 km diante. Pelo caminhos belas paisagens, e os ciclistas iam dando mais charme! Alguns tiveram pneu furado, outros apenas o cansaço, sede, fome mas o Pedala Gama estava sempre alerta para dar o socorro necessário. E a nossa ChefinhaMaria Regina Teixeira sempre na supervisão de tudo! E assim foi nossa 4 horas e meia de giros e giros das catracas até ao destino Restaurante Jerivá, onde lá podemos não só saborear uma excelente refeição como descansar, bater aquele bom papo de como foi a experiência de cada um e não muito demorado, partimos em retirada de volta, agora de ônibus e Van, a final ninguém é de ferro! E assim foi nossa super aventura pelo asfalto e no cerrado do DF a GO, 76 km de muita superação e alegria!!
CONFIRA AS FOTOS AQUI>>
FOTOS E TEXTO: ELIETE BAHIA.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Pedal solidário
O grupo Pedala Gama, promoveu um super passeio de bicicleta reunido vários outros grupos como o Brasília Batom Bikers, Rebas do cerrado e a Fênix Mulher para um pedal solidário. Foi arrecadado alimentos, Material de limpeza, higiene e roupas para ser doado ao Lar de Velhinhos Maria Madalena no Núcleo Bandeirante – DF. Logo as 14h já estávamos reunidos na pista de Cooper do Gama- DF, aproximadamente uma 80 a 100 pessoas contribuíram com doações e preparavam-se para percorrer os 55 km até o Lar do Velhinhos Maria Madalena. Muitos ali corajosamente estavam pela primeira vez, e com muita garra percorreram pedalando com muito animo e alegria! E sempre que necessários nos ajudávamos com empurrãozinho, ajuda com o pneu furado com partilhando um lanchinho ou água e assim nossos amigos e amigas pedalantes percorreram da cidades Satélites do Gama, Recanto das Emas, Riacho fundo I até ao Núcleo Bandeirante onde faríamos a nossa contribuição e caridade com nossos irmãozinhos no Lar dos Velhinhos que nos receberam com muito carinho e alegria. Ao chegarmos n o Lar, todos nós homens, mulheres e crianças nos encantamos com a simpatia de todos os moradores daquele ambiente
tão acolhedor ! Aos poucos íamos nos aproximando e com um aperto de mão, abraço e um bom bate –papo íamos descobrindo histórias de vida de senhores e senhoras de 60 a 90 anos. Entre um olhar e um sorriso nos compadecíamos com aqueles que por algum motivo foram esquecidos no passado tão próximo... Mas graças a Deus existe instituições sérias e comprometidas com o dom da caridade como o do Lar dos Velhinhos Maria Madalena, com seus profissionais tão dedicados e amorosos! E assim nossos guerreiros pedalantes concluíam mais um ato de caridade e amor e unidos num só sentimento seguíamos de volta para casa... E tudo ia muito bem, até que uma de nossas colega acidentalmente desequilibrou-se e caiu por sobre a bicicleta e veio ao chão. Logo todos veio dar assistência e ajudar a amiga que reclamava de muita dor no peito. Acionamos o SAMU que rapidamente deu todo o atendimento necessário e levou nossa amiga para o Hospital de Base, onde foi medicada e logo teve alta. Enquanto isso o grupo retornava para ponto de partida, agora subindo pelo Parque Way, Catetinho e finalmente Gama! Reunidos em um circulo, o coordenador do Pedala Gama, fez um agradecimento primeiramente a Deus, em seguida a todos os ciclistas que se comprometerá com o propósito de ajudar os irmãos do Lar dos velhinhos e concluímos com a oração do pai nosso. Parabéns ao grupo Pedala Gama pela iniciativa e por todo o evento que foi sensacional!! Um grande abraço Fênix Mulher e companhia..
tão acolhedor ! Aos poucos íamos nos aproximando e com um aperto de mão, abraço e um bom bate –papo íamos descobrindo histórias de vida de senhores e senhoras de 60 a 90 anos. Entre um olhar e um sorriso nos compadecíamos com aqueles que por algum motivo foram esquecidos no passado tão próximo... Mas graças a Deus existe instituições sérias e comprometidas com o dom da caridade como o do Lar dos Velhinhos Maria Madalena, com seus profissionais tão dedicados e amorosos! E assim nossos guerreiros pedalantes concluíam mais um ato de caridade e amor e unidos num só sentimento seguíamos de volta para casa... E tudo ia muito bem, até que uma de nossas colega acidentalmente desequilibrou-se e caiu por sobre a bicicleta e veio ao chão. Logo todos veio dar assistência e ajudar a amiga que reclamava de muita dor no peito. Acionamos o SAMU que rapidamente deu todo o atendimento necessário e levou nossa amiga para o Hospital de Base, onde foi medicada e logo teve alta. Enquanto isso o grupo retornava para ponto de partida, agora subindo pelo Parque Way, Catetinho e finalmente Gama! Reunidos em um circulo, o coordenador do Pedala Gama, fez um agradecimento primeiramente a Deus, em seguida a todos os ciclistas que se comprometerá com o propósito de ajudar os irmãos do Lar dos velhinhos e concluímos com a oração do pai nosso. Parabéns ao grupo Pedala Gama pela iniciativa e por todo o evento que foi sensacional!! Um grande abraço Fênix Mulher e companhia..
Texto e foto: Eliete Bahia.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Belo Texto
Thiago Benicchio
Bicicleta: pergunte-se como
Com o aumento exponencial do congestionamento motorizado na última década e a ação criativa de movimentos de ciclistas, o dualismo "transporte e trânsito” começou a ser arejado. A ideia de que a bicicleta pode ser uma opção para os deslocamentos cotidianos começou a sair da invisibilidade, ganhando a cada dia a simpatia de parcelas cada vez maiores da população. A pergunta que deve ser respondida agora não é mais "se” a bicicleta é possível, mas sim "como” atender ao desejo da população e a necessidade das cidades de ampliar o uso deste modal. Essa resposta começou a ser formulada há algumas décadas em muitas cidades do norte da Europa e da Ásia. Mais recentemente, cidades da América do Norte e também do Sul também começaram a encontrar seus caminhos. No Brasil, seguimos bastante atrasados.
Em parte, ainda existe uma visão que nos afasta da construção de alternativas: "Não podemos estimular a bicicleta, pois as ruas são muito perigosas” ou "as ruas já estão congestionadas, não tem espaço para construir ciclovias e devemos priorizar o transporte coletivo”.
É certo que as ruas se tornaram cenário de uma epidemia invisível: só no estado de São Paulo, morrem mais pessoas vítimas de colisões e atropelamentos de trânsito do que as vitimadas por armas de fogo. É visível também o estado do congestionamento, mas ele certamente não é causado por bicicletas. A barbárie das mortes e mutilações no que erroneamente se chama de "acidentes” de trânsito ou a divisão injusta do espaço de circulação para privilegiar o transporte individual motorizado é o problema a ser tratado, não uma conclusão que provoque imobilismo. Além disso, não há oposição, mas sim complementaridade entre a inserção da bicicleta no tecido urbano e a prioridade que deve ser dada inequivocamente aos meios coletivos de transporte público e à caminhada.
A bicicleta é um veículo adequado para qualquer cidade do mundo, tenha ela clima quente ou frio, topografia plana ou montanhosa, muitos ou poucos habitantes, abundância ou carência de recursos. Exemplos como Copenhague (onde neva em boa parte do ano), São Francisco (que possui topografia mais acidentada que São Paulo), Nova Iorque (com uma população de megacidade) ou Bogotá (com pouco orçamento municipal) desmontam os mitos mais elementares sobre a bicicleta.
A decisão política e social de inserir a bicicleta no cotidiano das cidades deve buscar contornar os desafios locais e constituir um modelo que permita o conforto e a segurança aos usuários, que dê conta de estimular a demanda reprimida e que se inspire (mas não necessariamente copie) as experiências e práticas de outras cidades.
A maioria das cidades brasileiras ainda não possui modelos e práticas urbanas e de transportes para incluir a bicicleta. Ou melhor, possuímos modelos atrasados e que sofrem com a dificuldade administrativa, com falta de planejamento e de orçamento para implementação e experimentação destas práticas. Em São Paulo, por exemplo, a atual administração anunciou a construção de 400 km de "vias cicláveis” até 2016. A utilização de um termo que escapa da associação quase mimética entre bicicleta e ciclovia é um sinal positivo.
Ainda assim, boa parte dos projetos anunciados já existe e está parada em alguma gaveta de algum órgão municipal, em estágios diferentes entre projeto funcional, básico, executivo e licitação de obras. Alguns datam da década de 1990. O atraso e a lentidão entre concepção e execução de um projeto cicloviário faz com que os conceitos utilizados em boa parte dos projetos estejam bastante defasados frente às necessidades e possibilidades urbanas para a bicicleta. Será desejável adequa-los (e isso é possível em muitos casos), mas é fundamental implantá-los.
Durante muitos anos (e até hoje) a concepção sobre a inserção da bicicleta no Brasil esteve intrinsecamente associada à construção de ciclovias em canteiros centrais de avenidas ou na orla (de rios, mares ou ferrovias). Este modelo não é único e nem sequer o melhor para todas as situações e geralmente atende apenas à lógica de inserir a bicicleta no "espaço que sobra e sem atrapalhar o ‘bom andamento’ do fluxo motorizado”. Tal visão geralmente resulta em pistas estreitas, caras, sinuosas, que impermeabilizam o único local permeável de uma via e que oferecem pouca conexão com os lotes, desperdiçando o potencial da bicicleta para a readequação urbana do entorno e para os pequenos deslocamentos.
A construção de cidades cicláveis apresenta como desafio aos gestores e planejadores a necessidade de possuir um olhar detalhado sobre o tecido urbano. Não se trata mais de criar estruturas para promover deslocamentos de massas de pessoas entre o ponto A e o ponto B. A bicicleta é um veículo que pode ser amplamente usado pela população em distâncias de até 8 km, portanto é fundamental que ela seja pensada como instrumento de transformação do entorno, e não condicionada ao "espaço que sobra”.
O princípio orientador é a adequação de todas as vias de uma cidade ao deslocamento por bicicletas, fazendo com que qualquer cidadão capaz de exercer o pequeno esforço envolvido no ato de pedalar a distância que deseja tenha tal direito garantido. Assim como o fluxo de pedestres, as restrições ao uso da bicicleta por razões de segurança ou conforto deveriam ser exceção, guardada geralmente às vias expressas.
Este princípio não quer dizer construir ciclovias em todas as ruas, pois a gama de ferramentas é bastante ampla e interdisciplinar: adoção de medidas de acalmamento de tráfego (traffic calming) para o compartilhamento das vias nos bairros; conexão com terminais de transporte público através de redes alimentadoras e bicicletários; redução das distâncias através da distribuição mais equitativa de moradias, empregos e serviços; ciclovias segregadas onde não é seguro ou adequado o compartilhamento; programas educativos; sistemas de bicicletas compartilhadas; redução dos limites de velocidade e da impunidade dos crimes de trânsito; restrição à circulação de veículos motorizados em algumas áreas da cidade; disponibilização de informações sobre trajetos; instalação de bicicletários em vias públicas e interior de prédios, entre outras.
As cidades brasileiras precisam começar a experimentar estas ferramentas, desenvolver seus modelos próprios e considerar que a constituição de políticas públicas para beneficiar o uso de bicicletas gera um círculo virtuoso. A combinação destas políticas com a construção de paradigmas sociais, econômicos e urbanos que sejam mais inteligentes para a vida em comunidade e utilização dos recursos disponíveis resulta em benefícios para a saúde física e mental dos habitantes, ajuda a reduzir os danos ambientais e estimula a cidadania.
Não se trata de acreditar que todos os cidadãos devem andar de bicicleta em todos os seus deslocamentos, mas sim que todos aqueles que desejam possam fazê-lo. E isso fará muito bem para as cidades.
Thiago Benicchio é jornalista e atualmente ocupa o cargo de Diretor-Geral da Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo
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