terça-feira, 4 de junho de 2013

Pedal solidário

O grupo Pedala Gama, promoveu um super passeio de bicicleta reunido vários outros grupos como o Brasília Batom Bikers, Rebas do cerrado e a Fênix Mulher para um pedal solidário. Foi arrecadado alimentos, Material de limpeza, higiene e roupas para ser doado ao Lar de Velhinhos Maria Madalena no Núcleo Bandeirante – DF. Logo as 14h já estávamos reunidos na pista de Cooper do Gama- DF, aproximadamente uma 80 a 100 pessoas contribuíram com doações e preparavam-se para percorrer os 55 km até o Lar do Velhinhos Maria Madalena. Muitos ali corajosamente estavam pela primeira vez, e com muita garra percorreram pedalando com muito animo e alegria! E sempre que necessários nos ajudávamos com empurrãozinho, ajuda com o pneu furado com partilhando um lanchinho ou água e assim nossos amigos e amigas pedalantes percorreram da cidades Satélites do Gama, Recanto das Emas, Riacho fundo I até ao Núcleo Bandeirante onde faríamos a nossa contribuição e caridade com nossos irmãozinhos no Lar dos Velhinhos que nos receberam com muito carinho e alegria. Ao chegarmos n o Lar, todos nós homens, mulheres e crianças nos encantamos com a simpatia de todos os moradores daquele ambiente
tão acolhedor ! Aos poucos íamos nos aproximando e com um aperto de mão, abraço e um bom bate –papo íamos descobrindo histórias de vida de senhores e senhoras de 60 a 90 anos. Entre um olhar e um sorriso nos compadecíamos com aqueles que por algum motivo foram esquecidos no passado tão próximo... Mas graças a Deus existe instituições sérias e comprometidas com o dom da caridade como o do Lar dos Velhinhos Maria Madalena, com seus profissionais tão dedicados e amorosos! E assim nossos guerreiros pedalantes concluíam mais um ato de caridade e amor e unidos num só sentimento seguíamos de volta para casa... E tudo ia muito bem, até que uma de nossas colega acidentalmente desequilibrou-se e caiu por sobre a bicicleta e veio ao chão. Logo todos veio dar assistência e ajudar a amiga que reclamava de muita dor no peito. Acionamos o SAMU que rapidamente deu todo o atendimento necessário e levou nossa amiga para o Hospital de Base, onde foi medicada e logo teve alta. Enquanto isso o grupo retornava para ponto de partida, agora subindo pelo Parque Way, Catetinho e finalmente Gama! Reunidos em um circulo, o coordenador do Pedala Gama, fez um agradecimento primeiramente a Deus, em seguida a todos os ciclistas que se comprometerá com o propósito de ajudar os irmãos do Lar dos velhinhos e concluímos com a oração do pai nosso. Parabéns ao grupo Pedala Gama pela iniciativa e por todo o evento que foi sensacional!! Um grande abraço Fênix Mulher e companhia.. 



Texto e foto: Eliete Bahia.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Belo Texto

Thiago Benicchio
Bicicleta: pergunte-se como
Durante o século XX o rodoviarismo relegou à bicicleta o papel de instrumento para prática esportiva ou para o lazer de final de semana. As ruas foram dominadas por automóveis, ônibus e caminhões, veículos perigosos, com pesos e velocidades letais aos seres humanos. A bicicleta foi confinada aos parques, competições esportivas ou periferias das cidades -- onde a "falta de opção” manteve sempre um número alto, porém socialmente invisível, de ciclistas.
Com o aumento exponencial do congestionamento motorizado na última década e a ação criativa de movimentos de ciclistas, o dualismo "transporte e trânsito” começou a ser arejado. A ideia de que a bicicleta pode ser uma opção para os deslocamentos cotidianos começou a sair da invisibilidade, ganhando a cada dia a simpatia de parcelas cada vez maiores da população. A pergunta que deve ser respondida agora não é mais "se” a bicicleta é possível, mas sim "como” atender ao desejo da população e a necessidade das cidades de ampliar o uso deste modal. Essa resposta começou a ser formulada há algumas décadas em muitas cidades do norte da Europa e da Ásia. Mais recentemente, cidades da América do Norte e também do Sul também começaram a encontrar seus caminhos. No Brasil, seguimos bastante atrasados.
Em parte, ainda existe uma visão que nos afasta da construção de alternativas: "Não podemos estimular a bicicleta, pois as ruas são muito perigosas” ou "as ruas já estão congestionadas, não tem espaço para construir ciclovias e devemos priorizar o transporte coletivo”.
É certo que as ruas se tornaram cenário de uma epidemia invisível: só no estado de São Paulo, morrem mais pessoas vítimas de colisões e atropelamentos de trânsito do que as vitimadas por armas de fogo. É visível também o estado do congestionamento, mas ele certamente não é causado por bicicletas. A barbárie das mortes e mutilações no que erroneamente se chama de "acidentes” de trânsito ou a divisão injusta do espaço de circulação para privilegiar o transporte individual motorizado é o problema a ser tratado, não uma conclusão que provoque imobilismo. Além disso, não há oposição, mas sim complementaridade entre a inserção da bicicleta no tecido urbano e a prioridade que deve ser dada inequivocamente aos meios coletivos de transporte público e à caminhada.
A bicicleta é um veículo adequado para qualquer cidade do mundo, tenha ela clima quente ou frio, topografia plana ou montanhosa, muitos ou poucos habitantes, abundância ou carência de recursos. Exemplos como Copenhague (onde neva em boa parte do ano), São Francisco (que possui topografia mais acidentada que São Paulo), Nova Iorque (com uma população de megacidade) ou Bogotá (com pouco orçamento municipal) desmontam os mitos mais elementares sobre a bicicleta.
A decisão política e social de inserir a bicicleta no cotidiano das cidades deve buscar contornar os desafios locais e constituir um modelo que permita o conforto e a segurança aos usuários, que dê conta de estimular a demanda reprimida e que se inspire (mas não necessariamente copie) as experiências e práticas de outras cidades.
A maioria das cidades brasileiras ainda não possui modelos e práticas urbanas e de transportes para incluir a bicicleta. Ou melhor, possuímos modelos atrasados e que sofrem com a dificuldade administrativa, com falta de planejamento e de orçamento para implementação e experimentação destas práticas. Em São Paulo, por exemplo, a atual administração anunciou a construção de 400 km de "vias cicláveis” até 2016. A utilização de um termo que escapa da associação quase mimética entre bicicleta e ciclovia é um sinal positivo.
Ainda assim, boa parte dos projetos anunciados já existe e está parada em alguma gaveta de algum órgão municipal, em estágios diferentes entre projeto funcional, básico, executivo e licitação de obras. Alguns datam da década de 1990. O atraso e a lentidão entre concepção e execução de um projeto cicloviário faz com que os conceitos utilizados em boa parte dos projetos estejam bastante defasados frente às necessidades e possibilidades urbanas para a bicicleta. Será desejável adequa-los (e isso é possível em muitos casos), mas é fundamental implantá-los.
Durante muitos anos (e até hoje) a concepção sobre a inserção da bicicleta no Brasil esteve intrinsecamente associada à construção de ciclovias em canteiros centrais de avenidas ou na orla (de rios, mares ou ferrovias). Este modelo não é único e nem sequer o melhor para todas as situações e geralmente atende apenas à lógica de inserir a bicicleta no "espaço que sobra e sem atrapalhar o ‘bom andamento’ do fluxo motorizado”. Tal visão geralmente resulta em pistas estreitas, caras, sinuosas, que impermeabilizam o único local permeável de uma via e que oferecem pouca conexão com os lotes, desperdiçando o potencial da bicicleta para a readequação urbana do entorno e para os pequenos deslocamentos.
A construção de cidades cicláveis apresenta como desafio aos gestores e planejadores a necessidade de possuir um olhar detalhado sobre o tecido urbano. Não se trata mais de criar estruturas para promover deslocamentos de massas de pessoas entre o ponto A e o ponto B. A bicicleta é um veículo que pode ser amplamente usado pela população em distâncias de até 8 km, portanto é fundamental que ela seja pensada como instrumento de transformação do entorno, e não condicionada ao "espaço que sobra”.
O princípio orientador é a adequação de todas as vias de uma cidade ao deslocamento por bicicletas, fazendo com que qualquer cidadão capaz de exercer o pequeno esforço envolvido no ato de pedalar a distância que deseja tenha tal direito garantido. Assim como o fluxo de pedestres, as restrições ao uso da bicicleta por razões de segurança ou conforto deveriam ser exceção, guardada geralmente às vias expressas.
Este princípio não quer dizer construir ciclovias em todas as ruas, pois a gama de ferramentas é bastante ampla e interdisciplinar: adoção de medidas de acalmamento de tráfego (traffic calming) para o compartilhamento das vias nos bairros; conexão com terminais de transporte público através de redes alimentadoras e bicicletários; redução das distâncias através da distribuição mais equitativa de moradias, empregos e serviços; ciclovias segregadas onde não é seguro ou adequado o compartilhamento; programas educativos; sistemas de bicicletas compartilhadas; redução dos limites de velocidade e da impunidade dos crimes de trânsito; restrição à circulação de veículos motorizados em algumas áreas da cidade; disponibilização de informações sobre trajetos; instalação de bicicletários em vias públicas e interior de prédios, entre outras.
As cidades brasileiras precisam começar a experimentar estas ferramentas, desenvolver seus modelos próprios e considerar que a constituição de políticas públicas para beneficiar o uso de bicicletas gera um círculo virtuoso. A combinação destas políticas com a construção de paradigmas sociais, econômicos e urbanos que sejam mais inteligentes para a vida em comunidade e utilização dos recursos disponíveis resulta em benefícios para a saúde física e mental dos habitantes, ajuda a reduzir os danos ambientais e estimula a cidadania.
Não se trata de acreditar que todos os cidadãos devem andar de bicicleta em todos os seus deslocamentos, mas sim que todos aqueles que desejam possam fazê-lo. E isso fará muito bem para as cidades.
Thiago Benicchio é jornalista e atualmente ocupa o cargo de Diretor-Geral da Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo

quinta-feira, 14 de março de 2013

Comemorando o mês da mulher


Comemorando o mês da mulher, dia 16, o grupo Brasília Batom Bikers foi convidado pela Adminsitração do Lago Norte e pelo GDF para participar e puxar o pedal do CIRCUITO MULHER. Então, não percam, vai ser um grande evento.

Dia - 16 de março de 2013
Ponto de encontro - Clube do Congresso (Final do lago norte)
Horário - 9h

Todas as BBBs poderão colocar o carro dentro do clube do Congresso e também terá uma mesa de frutas para as mulheres.

Será um grande evento.
Bora , bora, vamos marcar presença.

Coordenação do grupo Brasília Batom Brasília Batom Bikers

terça-feira, 5 de março de 2013

Não pedale na Contramão!!!

Vários motivos para não pedalar na contramão:
Não é mais rápido: Ao contrário da crença polular, ciclistas que se integram ao fluxo normal de veículos chegam mais depressa ao destino. Quando você entra na contramão tem que parar ou diminuir o ritmo a todo instante (pelos motivos expostos nos itens abaixo), enquanto integrado ao fluxo de veículos você desenvolve velocidades maiores (principalmente considerando-se a velocidade média, que é o que determina a duração do trajeto) (1).
Não é mais seguro: A maneira mais segura de pedalar no trânsito é fazer parte dele. De acordo com estudos científicos sobre colisões, ciclistas que pedalam na mão correta têm cerca de cinco vezes menos chances de colisão, comparados aos que fazem suas próprias regras em vez de se integrar às que já valem aos demais veículos (J. Forester; Effective Cycling. Cambridge, MA, MIT Press, 1993) (1). Segundo Bruce Mackey, diretor de segurança para Bicicletas em Nevada, 25% dos acidentes com ciclistas nos EUA resultam de ciclistas pedalando na contramão (6).
Não há tempo de reação: Mais de 50% dos acidentes são de responsabilidade do próprio ciclista (2) – alguns citam 90% (5) – e em menos de 1% dos acidentes o ciclista sofre uma colisão traseira (2). Você tem a sensação psicológica de que está mantendo a situação sob controle, quando na verdade NÃO ESTÁ. Se você vê um carro desgovernado vindo na sua direção, não dá tempo de desviar dele, principalmente porque suas velocidades estarão potencializadas, ou seja: a velocidade com a qual o carro se aproxima de você é a sua somada à dele. Um carro a 60km/h com você a 20 estará chegando a você a 80km/h. Se vocês estivessem na mesma direção, ele chegaria a você com metade dessa velocidade: 40km/h. Com o bom uso de um espelho e de seus ouvidos, você tem o dobro do tempo de reação. O carro também tem esse tempo e é mais importante o carro desviar de você do que você desviar dele, porque ele consegue desviar melhor. Você não consegue jogar sua bicicleta cinco metros para o lado em um segundo, mas o carro pode fazer isso se houver tempo suficiente.
Em caso de colisão, os danos ao seu corpo serão bem maiores: Pelo mesmo motivo do item anterior (soma de velocidades), se você bater de frente com um carro vai sofrer muito mais. E ainda há um agravante, a inércia. Se você está indo no mesmo sentido do carro, ele vai pegar primeiro sua roda traseira e você sairá voando por cima do guidão devido à inércia – era seu movimento anterior, a bicicleta foi agarrada pelo carro e você continuou – ou devido à transmissão de energia cinética – o carro colidiu com a bicicleta, transferiu parte do movimento para ela e consequentemente para seu corpo; quando a bicicleta parar uma fração de segundo depois porque a roda de trás não gira mais, seu corpo sairá para a frente com o movimento transferido. Melhor voar por cima da bicicleta em direção, provavelmente, ao asfalto livre e estacionário, do que se chocar com um parabrisa ou capô que além de estar a um metro de você no momento da colisão ainda vem em sua direção, com a força de impacto de várias toneladas.
É mais difícil evitar a colisão: Andar na contramão é chegar nos carros mais depressa (3). Trafegando em direções opostas, tanto você como o motorista precisam parar totalmente para evitar uma colisão frontal. Trafegando no mesmo sentido, o motorista precisa apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão, tendo muito mais tempo para reagir (1).
Você surpreende os carros: Como você chega mais rápido nos carros, você os pega de surpresa. Principalmente em curvas à direita: o motorista está fazendo a curva quando de repente aparece você vindo na direção dele. Não há tempo de reação, ele não consegue frear, não pode ir para a esquerda porque há outros carros, na direita tem um carro parado. Você também não pode se jogar para a calçada, há carros parados. O que acontece? Se vocês estivessem no mesmo sentido, ele teria bem mais tempo para reagir, talvez até o dobro, e poderia apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão. Um carro não estanca imediatamente, mesmo que o motorista queira, se esforce e tenha um freio ABS com pneus bons.
Os motoristas não te vêem nos cruzamentos: 95% dos acidentes com bicicletas acontecem em cruzamentos (2). Quando um carro entra num cruzamento, ele olha apenas para o lado do qual os carros vêm! Imagine um carro entrando numa avenida. Para que lado ele olha? Para a esquerda. Não vem carro, ele entra. Nisso você está chegando com sua bicicleta e ele te pega de frente (1). Não tem buzininha que resolva isso.
Os motoristas não te vêem ao sair das vagas e garagens: Ao sair de uma vaga em que está estacionado, o motorista olha para trás, seja pelos espelhos ou pela janela, para ver se há veículos vindo. O mesmo ocorre quando ele sai de uma garagem de prédio ou de um estacionamento. Ele não olha para a frente, afinal não vêm carros daquela direção. Você, vindo na direção do carro, nem sempre verá que o motorista vai sair da vaga e, quando vir, talvez não adiante mais frear. Ao sair, ele vai te pegar de frente, mesmo que você esteja parado. Esqueça se jogar para a calçada, há um carro estacionado do seu lado. Meus pêsames.
Os motoristas não te vêem ao abrir as portas dos carros: Se muitos já não olham pelo espelho para abrir a porta do carro e ainda culpam o ciclista por isso (4), imagine se vão olhar para a frente para ver se vem vindo uma bicicleta. A chance de levar uma portada é muito maior.
Os pedestres não te vêem: Quando um pedestre vai atravessar a rua, ele olha para o lado que os carros vêm. Preste atenção no seu próprio comportamento na próxima vez que for atravessar uma avenida a pé e perceberá como isso é verdade. Por isso, pode acontecer de alguém aparecer do nada na frente da sua bicicleta, saindo do meio dos carros, de costas para você. E não vai dar tempo para fazer nada.
Se quer ser tratado como veículo, porte-se como um: Se você se comporta como um veículo, sinalizando suas intenções, respeitando mãos de direção, sinais de tráfego, faixas de pedestre e etc., os motoristas o respeitarão mais. “Se aquele cara se preocupa com tudo isso, não é um mané qualquer que está aqui só atrapalhando”. Se, por outro lado, você anda na contramão, você os incomoda (sim, isso incomoda muitos motoristas, que têm a sensação que você está ocupando um espaço que não é seu e deveria estar na calçada). Passar em todos os sinais fechados também os irrita (“o folgado ali só faz isso porque não leva multa mesmo”). Outras pequenas infrações também irritam os motoristas, seja por vontade de cometê-las também, por uma falsa sensação de invasão de espaço pessoal ou pela sensação de injustiça (“pô, aquilo é proibido mas só porque ele tá de bicicleta ele pode fazer e eu não?”). Seja um modelo a ser espelhado e não um alvo da raiva e frustração alheia.
Fonte: William Cruz.

Incríveis Manobras de MTB

Gosta de Mountain Bike? Então, veja o vídeo!

http://www.praquempedala.com.br/blog/video-mountain-bike-impossivel-e-impossivel-fazer-o-que-esse-cara-faz/